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quarta-feira, 2 de junho de 2010

Em tempo de Dia dos Namorados...

Meu caro, os que amam uma só vez na vida são realmente os superficiais. Aquilo que chama de sua lealdade e fidelidade, eu chamo de letargia do costume e falta de imaginação. A fidelidade é para a vida emotiva o que a coerência é para a vida do intelecto... simplesmente uma confissão de derrota. Fidelidade!... Ela encerra a paixão pela propriedade. Oscar Wilde/ O Retrato de Dorian Gray

sexta-feira, 7 de maio de 2010

O Segredo...

você sabe o porquê do exame Papa Nicolau ter esse nome?...

domingo, 25 de abril de 2010

Aliás, quem ainda não leu Camille Paglia: recomendo Vamps e Vadias, não está preparada para as novas leis de mercado e de relacionamentos. Por exemplo: você, mulher, já pensou que ninguém está realmente contra você? que na batalha pela sobrevivência nenhum homem sai abrindo a porta para outro (considere nos dois sentidos)? não dê desculpa, vá para a arena!
Tava esses dias de bobeira, zapeando a tv na tarde, quando me deparo com um debate sobre relacionamentos. Dos bons, já me assanho, diversão pura. Melhor que esse só o concurso de Miss São Paulo na Band (o elenco inteirinho, com miss e tudo, só não foi contratado imediatamente para o cast de humor da MTV, porque a MTV não banca).
Então... o debate abre com um psicólogo recém formado que já de cara sai enfatizando a "importância de se ter um amor", seguido evidentemente pelas outras debatedoras que provaram por a mais b seus pontos de vista, chegando miraculosa, e esquizofrenicamente, na questão das tais pulseirinhas...
Quase no finalzinho, o jovem mencionado traz a questão das mulheres que amam como loucas, e o perigo de se jogarem em relacionamentos internéticos que ninguém sabe onde vão parar.
Durante todo o tempo, nenhum mostrou qualquer conhecimento baseado numa sincera curiosidade, que levaria, decerto, a uma boa pesquisa. A questão central era mostrar o quão desequilibrado estamos e de como os pais não estão preparados para lidar com a modernidade. Nem eles.

Quando eu fazia esse tipo de programa, lembro que o pessoal da produção sempre dizia para a gente usar esse expediente "hard" se a coisa não estivesse funcionando ao natural, digamos.
Nem vou dizer porque deixei de participar.

A questão porém que queria trazer é outra, é justamente essa "suposta necessidade" de se ter relacionamentos. Principalmente para as mulheres.
Acho que, por exemplo, para cada Dia dos Namorados, deveria ter o Dia do Eu, que festejaria a alegria de se viver na própria companhia!
Porque não há superação maior do que se viver na solidão. Você faz idéia de quantos pensamentos geniais, quantas sacações pode ter sem alguém a lhe podar, a lhe chamar a atenção para o que você não viu?...
Não, por favor, não me venha lembrar das venturas. Sim, é óbvio que as conheço.
Mas você conhece mesmo a felicidade de perceber que depois de alguns aninhos sem parceiro fixo está pensando mil vezes melhor? cresceu como em nenhuma outra época de sua vida? Não sei se os homens amarram o passo quando vivem com mulheres, mas mulheres certamente se boicotam e aceitam certas humilhações (que nem sempre parecem como tal), em nome do... AMOR!!!
Que é uma coisa cansativa e enjoada. Só é lindo enquanto dura. Confesso que pessoalmente tenho enorme dificuldade em pensar o que vou fazer na sexta feira quando tenho namorado. Vejo as pessoas se preparando para a balada e... Nossa, como é bom estar sozinha e sair por aí, e voltar, e poder escolher se quero ou não ficar ou seguir, como o mocinho daqueles filmes de cowboy. Ou a Mulher Gato! Uauh!!!!
Miaaaauuuuu!!!
Today I'm in a sad mood... just with Mozart.

sábado, 24 de abril de 2010

Diz o comercial na tv: se você está se sentindo sozinho, disque tal... E eu afirmo: disque muito, disque adoidadamente... pois, quando a conta chegar, a solidão será o menor dos seus problemas!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Da série: porque prefiro os Animais: o macaco tava com depressão e o cachorro amigo levantou seu astral. Ficaram amigos para sempre!...
Um dos diálogos mais bonitos e expressivos, que ilustram bem o que é amar.
De Edith Wharton, A Era da Inocência.

- Sabe de uma coisa? Eu não lembrava de você.
- Não lembrava de mim?
- Quero dizer: como vou explicar? Eu... é sempre assim.
Cada vez que você me aparece é como se fosse a primeira.
- Oh, sim: sei! eu sei!
- Será que... eu também, para você?
Amiga dizendo pra amigo, durante inusitada pousada noturna:
- Vá dormir naquele sofá, pois se você tentar me agarrar durante a noite, vou ficar fula da vida, e... se não tentar nada... vou ficar ainda mais fula.
Como um dervixe, me vi, de repente atraída pra ti.
Como um dervixe, rodopiei e rodopiei.
A minha dança foi sozinha,
Tu nem reparou.
Até que cai. Por cima de ti.
Bofe prá mim tem que ser julgado pelos mesmos critérios de Escola de Samba:

1)Samba-enredo – o que ele diz
2)comissão de frente – e, de fundos, de preferência...
3)porta-bandeira e mestre-sala: o entrosamento entre os dois conta muito
4)alegorias – bem...
5)bateria – o que ele ouve
6)velha guarda – aquilo que ele leu, sua educação...
7)ala das baianas – sua relação com a mãe e com as mulheres em geral
8)tempo de desfile – não pode exceder o tempo de alegria e paixão
9)originalidade – um dos quesitos mais importantes, sem dúvida
10)não lembro dos outros...
Discutindo a relação com o meio ambiente

Não se omita quanto a Belo Monte! Eu poderia postar um texto aqui, mas na rede tá cheio, procure. É mais um rio, é mais uma área verde, é mais catástrofes a longo prazo. By the way: você tá percebendo que em todos os segmentos parece estar havendo uma "depuração" no sistema? A Natureza brada, a Igreja católica tem que se ver com a questão da (não) sexualidade, as famílias, sujeitas a todo tipo de pressão do capitalismo, estão surtando e mostrando que educar os filhos nesses atropelos tá complicado... o sistema jurídico, penitenciário... sem falar no político... tá uma coisa!... Nas próximas eleições, por exemplo, qual a margem de possibilidades de realização de cada partido, inseridos que estamos numa economia global? quer dizer, tanto faz Dilma ou Serra. Qual a diferença, então? O Partido Verde poderia de fato fazer alguma coisa? Eu gostaria de saber...

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Não esqueça que os blogs devem ser lidos de baixo pra cima. Sugestão: dê seu pitaco aí no Mulheres Perfeitas. Gostaria muito de saber sua opinião a respeito do tema.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Para Dorothy Parker

O Chato

Posso? Não. Está sozinha? Silêncio. Vem sempre aqui? Olhar levemente assombrado por tanta falta de sifragol. Está com alguma amiga? Ah, deixa eu adivinhar – já sentando. O seu nome é Mara... Mara... vilha. Ela se engasga com o vinho. Cavalheiro, por favor... Não fique encabulada. Você é tímida? Eu nem... olha, estou esperando uma pessoa. Vem sempre aqui? Diga apenas o seu nome, deve ser lindo... um nome de princesa. Começa a se abanar, pensa em trocar de mesa. Moço, eu... Não fique brabinha, mas sabe que você... brabinha, fica linda? Procura com os olhos o socorro de um garçom, mas estão todos ocupados. Faz menção de se levantar. Por favor, só cinco minutos, cinco minutos ao seu lado e será a glória! Não, não é esse o meu nome, quase se arrepende da bobagem que poderia lhe custar mais dez minutos de aporrinhação. E que felizmente nem foi percebida. Mas... afinal, você não vai me dizer qual é o seu nome? Nem sei se tenho nome. Pega uma de suas mãos e a beija. Assim já é demais. Que perfume você está usando? De novo, olha em torno, desesperada. O segurança está lá fora, muito ocupado em revistar as pessoas para não deixar entrar nenhum chato. Só uma dança, então... Se você me conceder só uma dança, prometo que vou embora, para sempre... Olha aqui! Saia imediatamente! Você está abusando da minha paciência. Ele sai, até que enfim, com uma cara desconsolada. Ela agradece aos céus. E se sobressalta. Acaba de ouvir sua voz, na mesa de trás: Olá!... Meu deus! O cara não se toca! – reclama para uma platéia invisível. Tá, me dê pelo menos o seu celular... De saco cheio, confere as horas no relógio de pulso. Só o telefone, então... E volta para a mesa, encarando-a com olhos fingidamente súplices. Ao mesmo tempo que os espicha até as pernas da garota que acaba de passar. Meu deus o que é que eu fiz!... Vá com ela, pelo amor de Deus, garanto que ela lhe dará bola! Perto de você todas são meras imitações. As outras são luminosas, você é iluminada... God!!! De onde é que você tira tanta... ah, deixa pra lá. Por favor, eu lhe imploro... Estou esperando uma pessoa que pode não gostar de lhe ver por aqui. Pior pra ele, eu não sou ciumento. Ok. Quanto você quer pra ir embora? Também assim já é demais. Agora eu me ofendi, agora eu sei que não sou querido por aqui... Mas não faz nada pra sair. Numa boa... só o celular. Tá eu me retiro. Você diz isso pra me alegrar. Fazendo voz e tom de menininho de cinco aninhos: só tentei numa boa, não quer não quer, aliás, quem não quer já tem. Ela começa a perceber que o teto do lugar está descascando. Passa uns segundos assim. E de repente... se dá conta. Ele se foi... Ele se foi? Calma, é cedo para comemorar. Segurando a respiração, espera mais um pouco pra dar um suspiro de alívio. Se foi?... Será verdade? Estou livre?... tamborila na mesa... tamborila na mesa... olha a porta... volta ao teto... olha as unhas, gosta daquele vermelho. Coça o queixo, e dá um suspiro. Saco! Ninguém para conversar! Se ao menos aparecesse alguém, qualquer um.

sábado, 4 de julho de 2009

Outro dia, ligo a tv num programa local e vejo que uma ou duas velhas jornalistas foram substituídas por duas jovens jornalistas. O que me leva a pensar: ora, como, por mais inteligentes que sejam as gurias, daquelas bocas sairá algo deveras interessante. A imagem da mulher ficará arranhada, pois quem vê, não se dá conta disso, ali estão apenas duas mulheres, as representantes do sexo feminino, em suma. Os homens, todos provectos (mas nem por isso mais sábios; de qualquer forma, aquela história de que o diabo vale mais por ser velho do que por ser diabo).
A coisa só muda quando as mulheres se decidirem a assumir os comandos. Se pondo na roda.
O personagem mais imbecil em geral fica para elas; da década de cinquenta, quando davam chiliques, até a propaganda das havaianas (Tristeeeza...) - a chata é a mulher.
E da boca das juniors, outro dia ouvi uma maravilha: que a Juliana Paes, que começou fazendo papel de empregada, agora, que era famosa, não precisaria mais... poderia fazer um papel importante!... (de patroa quem sabe) (chora Gogol).